quarta-feira, 11 de julho de 2012
quinta-feira, 5 de julho de 2012
Teologia da Prosperidade, diabolicamente perversa e mentirosa
Uma das principais ervas daninhas que têm se alastrado no “jardim fechado” da Igreja, nestes dias tão difíceis que antecedem à volta de Cristo, é a chamada “teologia da prosperidade”, que nada mais é que uma doutrina distorcida a respeito de Deus, de forte conteúdo materialista, que tem seduzido muitos crentes e os feito desviar da verdade.
Quando
falamos em “teologia da prosperidade”, também conhecida como “confissão
positiva”, “palavra da fé” ou “movimento da fé”, não falamos, propriamente, de
uma seita ou de uma denominação, mas de um movimento que se tem infiltrado, com
suas ideias e concepções, em diversas denominações e grupos evangélicos,
principalmente os pentecostais, sendo, por isso mesmo, uma das mais perigosas
heresias na atualidade. Seus conceitos têm invadido as mentes de muitos
crentes, trazendo grandes prejuízos espirituais.
O
apóstolo Paulo foi claríssimo ao afirmar que se esperarmos em Cristo só para as
coisas desta vida seremos os mais miseráveis de todos os homens (1Co 15:19). É
esta a triste situação espiritual dos milhões que têm procurado Jesus única e
exclusivamente para terem a “prosperidade” apregoada pelos falsos mestres da
atualidade, eles mesmos escravos da ganância (2Pe 2:3).
Há
até, pelo menos, duas décadas, a pregação evangélica, principalmente
pentecostal, enfatizava que os cristãos não deveriam se apegar às riquezas
materiais, aos interesses terrenos, pois Jesus nos ensinou que aqui somos
apenas forasteiros (1Pe 2:11), pois o nosso lugar é o Céu(João 14:1-3), e que
não deveríamos ajuntar tesouros aqui(Mt 6:19,20; Lc 12:23). Mas, veio a
Teologia da Prosperidade pregando que o cristão deve ser próspero
financeiramente e viver sempre livre de qualquer enfermidade. Quando isto não
acontece, é porque ele deve estar vivendo em pecado, não tem fé ou está vivendo
sob o domínio do diabo. Chegam ao ridículo de dizer que Jesus nasceu de uma
virgem zero km, entrou em Jerusalém montado num jumento zero km e, em sua
morte, foi sepultado num túmulo zero km. Como se vê, é uma interpretação
forçada da Palavra Deus para se justificar erros, heresias e interesses
duvidosos.
Os
Teólogos da prosperidade aqui no Brasil estão ensinando que todos os cristãos devem
ser ricos financeiramente, ter o melhor salário, a melhor casa, o melhor carro,
uma saúde de ferro, e afirmando que toda enfermidade vem do diabo. E que se o
cristão não vive essa vida pregada por eles, é falta de fé ou que há pecado em
sua vida, desprezando, assim, soberania de Deus.
A
soberania de Deus é a doutrina que afirma que Deus é supremo, tanto em governo
quanto em autoridade sobre todas as coisas, mas no orbe da Confissão Positiva,
ela não é levada muita a sério, pois os verbos que imperam são: exigir,
decretar, determinar, reivindicar, ao invés de pedir, rogar, suplicar, etc.
Jesus, porém, nos ensinou a pedir e não exigir(Ler Mt 7:7; Lc 11:9; João
16:24). Veja ainda: Sl 27:4; Pv 30:7; Zc 10:1.
A
diabólica e perversa Teologia da Prosperidade tem feito ricos, pobres da
presença de Deus e dos pobres, ricos sem Deus. Por quê? “Porque o [amor ao
dinheiro] é raiz de todos os males; e nessa cobiça alguns se desviaram da fé, e
se traspassaram a si mesmos com muitas dores”(1Tm 6:10).
Paulo
talvez fosse rico antes, mas depois que teve contato com Cristo viveu sem
riquezas: "... aprendi a contentar-me com o que tenho. Sei estar abatido,
e sei também ter abundância; em toda a maneira, e em todas as coisas tenho
experiência, tanto a ter fartura, como a ter fome, tanto a ter abundância como
a padecer necessidade"(Fp 4:11-12).
Veja
o que o Espírito Santo nos ensina sobre o desejo de se tornar rico, usando o
apóstolo Paulo: “Mas os que querem tornar-se ricos caem em tentação e em laço,
e em muitas concupiscências loucas e nocivas, as quais submergem os homens na ruína
e na perdição” (1Tm 6:9).
É
necessário estarmos conscientes de que o conceito de prosperidade não pode ser
reduzido à posse de dinheiro e bens materiais. Existem pessoas que possuem
muito dinheiro sem, contudo, serem prósperas. Existe um alto índice de
dependência de drogas, prostituição, divórcios e suicídios entre as pessoas da
classe alta nas sociedades em todo mundo.
É
necessário estarmos conscientes de que ser pobre, perseguido ou estar enfermo,
não significa necessariamente estar em pecado. Veja as seguintes passagens da
Bíblia:” Pois nunca deixará de haver pobre na terra; pelo que te ordeno,
dizendo: Livremente abrirás a tua mão para o teu irmão, para o teu necessitado,
e para o teu pobre na tua terra”(Dt 15:11). ” Porquanto sempre tendes convosco
os pobres...”(Mt 26:11). “O que oprime o pobre insulta àquele que o criou, mas
o que se compadece do necessitado o honra”(Pv 14:31). “MELHOR é o pobre que
anda na sua integridade do que o perverso de lábios e tolo”(Pv 19:1).” O que o
homem mais deseja é o que lhe faz bem; porém é melhor ser pobre do que
mentiroso”(Pv 19:22).” O rico e o pobre se encontram; a todos o Senhor os
fez”(Pv 22:2). ” Alegra-te muito, ó filha de Sião; exulta, ó filha de Jerusalém;
eis que o teu rei virá a ti, justo e salvo, pobre, e montado sobre um jumento,
e sobre um jumentinho, filho de jumenta(Zc 9;9).” Como dizes: Rico sou, e estou
enriquecido, e de nada tenho falta; e não sabes que és um desgraçado, e
miserável, e pobre, e cego, e nu”(Ap 3:17).
Os
Teólogos da Prosperidade dizem que por ser filho de Deus, temos o
"direito" de termos o que quisermos! Vejamos, como exemplos, algumas
refutações bíblicas:
- Jesus não tinha onde reclinar a cabeça (Mt 8:20).
- Paulo viveu em constante pobreza (Fp 4:11).
- Porque Jesus pediu ao rico para desfazer-se dos bens? (Lc 18:22).
- Os que querem ficar ricos caem em tentações (1Tm 6:9).
- Não podemos servir a Deus e as riquezas (Lc 16:13).
- A oração que não é atendida: para gastar no luxo (Tg 4:3).
- Na oração do Pai Nosso não há indicação de pedirmos além do necessário ("de cada dia..." - Mt 6:11).
- O servo de Eliseu pegou lepra pela cobiça... (2Rs 5:20-27).
- "Não ajunteis tesouro na terra..." (Mt 6:19).
- José e Maria eram humildes. Sua oferta de sacrifício no templo foi um par de rolas (Lc 2:22), a mais simples oferta (veja Lv 12:6-8).
- A fascinação da riqueza sufoca o crescimento espiritual (Mc 4:19).
- Pedro e João não tinham oferta para dar ao paralítico (At 3:6).
- Moisés abandonou sua riqueza e "status", para servir a Deus e ao Seu povo (Hb 11:24-26).
- A cobiça levou o povo de Israel a desobedecer e ser derrotado (Js 7:1-26).
- Deus usou Gideão, da família mais pobre de Manassés, para libertar Israel (Jz 6:15).
- Jó, um justo, passou por um período de pobreza total (Jó 1:9-12).
- Em Jerusalém, a maioria dos crentes era muito pobre, mas Paulo não os tratou com desdém, mas chamou-os de Santos: “Porque pareceu bem à Macedônia e à Acaia levantar uma oferta fraternal para os pobres dentre os santos que estão em Jerusalém” (Rm 15:26).
A
Bíblia ensina que nem a pobreza nem a riqueza são virtudes. A Palavra de Deus,
aliás, em momento algum trata a pobreza com desdém. A vida do homem não se
constitui dos bens que possui (Lc 12:15). Não devemos ir para um extremo, nem
para o outro (Pv 30:8,9). Qualquer extremo é perigoso.
É
verdade que a riqueza é bênção de Deus, desde que adquirida de maneira honesta
e não vise exclusivamente aos deleites deste mundo (Tg 4:3). Caso contrário,
seremos escravizados por ela.
Infelizmente,
nos nossos dias, muitos crentes passaram a encarar a sua fé como um meio de
enriquecimento, como um mecanismo de prosperidade material e, com isto,
desviam-se dos objetivos traçados pelas Escrituras Sagradas. Não negamos que Jesus
tenha bênçãos materiais para a Sua Igreja, mas, definitivamente, não é para
isto que a Igreja foi constituída e não é este o propósito para ela
estabelecido pelo Senhor. Quando mudamos a agenda divina de salvação de almas e
aperfeiçoamento dos santos pela agenda de busca de prosperidade, estamos nos
encaminhando, perigosamente, para a apostasia. O materialismo é uma das
principais marcas do espírito do Anticristo, cujo reinado sempre beneficiará os
mercadores (cf Ap:18), que serão os que mais lamentarão a queda de seu sistema
iníquo.
Não
é à toa que a primeira expressão da igreja de Laodicéia, que é o retrato da
igreja apóstata dos dias do arrebatamento, seja “rico sou e de nada tenho
falta” (Ap 3:17), a mostrar que esta igreja tinha, em primeiro plano, a
preocupação com as riquezas, com os bens materiais.
Urge
modificarmos este pensamento que está incrustado na Igreja, levando muitos à
apostasia. Muitos não pensam mais nas almas, mas nos dízimos e ofertas; outros
não estão preocupados com a obra de Deus, mas com os cifrões dos seus salários.
Muitos não querem saber de buscar a Deus para ter bênçãos espirituais, para
serem instrumentos de salvação e de aperfeiçoamento de outros crentes, mas
querem enriquecer com campanhas, sacrifícios, etc. São pessoas que vivem como
os gentios, que têm as mesmas preocupações e propósitos que os gentios e que,
portanto, pertencem a este vasto grupo onde o amor está esfriando pelo aumento
da iniqüidade e que, buscando a riqueza material, não vê que se comporta como
um pobre, desgraçado e nu. Vigiemos e não entremos nesta onda, que nos levará
para a perdição eterna!
Portanto,
a Teologia da Prosperidade é diabolicamente perversa e mentirosa, porque induz
os filhos de Deus a buscar a riqueza, por concluírem ser esta tão importante
quanto a salvação.
Fonte: (Blog do Luciano de Paula Lourenço):
Evangélicos franceses querem distância da teologia da prosperidade
Evangélicos franceses se afastam da
teologia da prosperidade
(Notícia originalmente publicada no Instituto Humanitas Unisinos)
O Conselho Nacional dos Evangélicos da França tomou distância da teologia nascida nas correntes pentecostais norte-americanas que coloca em um mesmo plano a salvação cristã e a riqueza material. Um documento oficial, concebido como instrumento destinado às Igrejas evangélicas, foi adotado no fim de maio.
A reportagem é de Céline Hoyeau, publicada no jornal La Croix, 02-07-2012. A tradução é de Moisés Sbardelotto.
Para a "tele-evangelista" norte-americana Gloria Copeland, a equação evangélica é inequívoca: "Dê 10 dólares e você receberá 1.000. Dê 1.000 dólares e você receberá 100 mil... O trecho de Marcos, capítulo 10, versículo 30, é um grande negócio". A afirmação está em God's Will is Prosperity [A vontade de Deus é prosperidade], o trecho de Marcos é aquele em que Cristo afirma que quem dá irá receber o cêntuplo.
De uma forma igualmente peremptória em God's Laws of Success [Leis de sucesso divinas], outro "tele-evangelista" norte-americano, Robert Tilton, assegura que "o sucesso está disponível aqui e agora... Depende de você recebê-lo. Se você não conseguir, a culpa é sua e não de Deus".
Essas duas pregações são emblemáticas da "teologia da prosperidade", que floresceu há 50 anos nos ambientes pentecostais dos Estados Unidos. Na França, ela também seduz não só algumas Igrejas surgidas entre os imigrantes, mas também se encontram referências aqui e acolá nos sermões.
O Conselho Nacional dos Evangélicos da França (CNEF), que pretende ser um órgão de regulamentação doutrinal no mundo evangélico francês, considerou necessário distanciar-se oficialmente de tal atitude e dar referências esclarecedoras aos seus membros.
No dia 22 de maio, um estudo de 30 páginas, elaborado por uma comissão de teólogos, foi aprovado por unanimidade por todas as correntes representadas no Conselho: pietistas ortodoxos, batistas, mas também pentecostais e carismáticos pentecostais.
Todos concordam em dizer que a teologia da prosperidade apresenta uma concepção "errônea" da fé, que "distorce" a mensagem evangélica absolutizando certas promessas de bênção da Bíblia e, assim, apresentando perigos reais.
Primeiro erro: a teologia da prosperidade coloca no mesmo plano a salvação e a prosperidade física (saúde) e material (riqueza), enquanto a salvação cristã, que é o "coração" do evangelho "refere-se principalmente à relação com Deus e à reconciliação com ele por meio de Cristo", explica Thierry Huser, pastor da Igreja Batista, um dos elementos-base do texto.
Pior ainda, essa teologia "instrumentaliza" Deus, colocando-o a serviço da prosperidade do fiel: de fato, segundo seus defensores, o fiel deve acreditar que tudo, incluindo a riqueza, lhe foi conquistado por Cristo. Portanto, lhe bastaria manifestar a sua fé na promessa do Evangelho doando dinheiro para obter a recompensa...
Mas, nessa lógica, "a ênfase unilateral sobre a palavra de Deus, cuja eficácia reside na sua força de afirmação, pode levar a ter 'fé na fé', ao invés de ter 'fé em Deus'", declara o documento, que denuncia uma visão do mundo "próxima do pensamento mágico". "Não se deixa a Deus a liberdade de nos responder diferentemente", completa Thierry Huser. "Deixa-se de lado toda a pedagogia de Deus na nossa vida, que às vezes quer nos dar ensinamentos a partir de situações difíceis".
Nesse sentido, se os teólogos da prosperidade chegam às "aspirações profundas" de "pessoas cuja realidade cotidiana é o sofrimento e a miséria", elas são, ao contrário, "marcadas pelo hedonismo da nossa sociedade, que rejeita os limites e o sofrimento", acrescenta Thierry Huser. "Nas nossas Igrejas, acreditamos em um Deus que intervém na nossa vida e pode dar sinais milagrosos da sua ação, mas não é preciso sistematizá-los".
Particularmente perigoso, esse "sistema de sentido único" também é "fonte de profunda desilusão", porque apresenta "falsas promessas". Pior, é muito culpabilizante para o cristão: se ele não é ouvido, é criticado porque a sua fé não é suficientemente forte...
"Os profetas da prosperidade protegem-se, assim, de todo questionamento das suas promessas. Ao contrário, todo o peso do eventual insucesso recai sobre o fiel, que esperou, rezou, doou", deplora o texto do CNEF.
Por fim, um último erro e não menos importante é que os advogados da prosperidade ocultam as recorrentes admoestações de Jesus "contra o amor ao dinheiro e contra a idolatria do sucesso material".
Esse documento não é o primeiro do gênero: ele vem depois da declaração de Lausanne III, aprovada em 2010 por 4.200 lideranças evangélicas do mundo inteiro, em que um parágrafo abordava a teologia da prosperidade.
O compromisso de Lausanne, por sua vez, havia sido preparado por um texto do grupo de trabalho teológico de Lausanne 2008-2009, que, de um modo ainda mais firme e mais claro, deplorava que o evangelho da prosperidade, "ampliando as diversas causas espirituais e demoníacas da pobreza", passa quase despercebidas as suas causas econômicas e sociais.
"Este estudo do CNEF é muito importante, porque a teologia da prosperidade atinge aspirações profundas", observa o padre Michel Mallèvre, diretor do centro ecumênico Istina. "Mas, como contraponto, ele não propõe nenhuma resposta social, não convida a combater a pobreza, justamente em nome da vinda do Reino de Deus". Tal convite seria muito mais do que legítimo, segundo ele, já que há vários anos os evangélicos se lançaram, com o movimento Défi Michée (www.defimichee.fr), em uma campanha internacional de luta contra a pobreza.
Acesse também pelo GENIZAH:
(Notícia originalmente publicada no Instituto Humanitas Unisinos)
O Conselho Nacional dos Evangélicos da França tomou distância da teologia nascida nas correntes pentecostais norte-americanas que coloca em um mesmo plano a salvação cristã e a riqueza material. Um documento oficial, concebido como instrumento destinado às Igrejas evangélicas, foi adotado no fim de maio.
A reportagem é de Céline Hoyeau, publicada no jornal La Croix, 02-07-2012. A tradução é de Moisés Sbardelotto.
Para a "tele-evangelista" norte-americana Gloria Copeland, a equação evangélica é inequívoca: "Dê 10 dólares e você receberá 1.000. Dê 1.000 dólares e você receberá 100 mil... O trecho de Marcos, capítulo 10, versículo 30, é um grande negócio". A afirmação está em God's Will is Prosperity [A vontade de Deus é prosperidade], o trecho de Marcos é aquele em que Cristo afirma que quem dá irá receber o cêntuplo.
De uma forma igualmente peremptória em God's Laws of Success [Leis de sucesso divinas], outro "tele-evangelista" norte-americano, Robert Tilton, assegura que "o sucesso está disponível aqui e agora... Depende de você recebê-lo. Se você não conseguir, a culpa é sua e não de Deus".
Essas duas pregações são emblemáticas da "teologia da prosperidade", que floresceu há 50 anos nos ambientes pentecostais dos Estados Unidos. Na França, ela também seduz não só algumas Igrejas surgidas entre os imigrantes, mas também se encontram referências aqui e acolá nos sermões.
O Conselho Nacional dos Evangélicos da França (CNEF), que pretende ser um órgão de regulamentação doutrinal no mundo evangélico francês, considerou necessário distanciar-se oficialmente de tal atitude e dar referências esclarecedoras aos seus membros.
No dia 22 de maio, um estudo de 30 páginas, elaborado por uma comissão de teólogos, foi aprovado por unanimidade por todas as correntes representadas no Conselho: pietistas ortodoxos, batistas, mas também pentecostais e carismáticos pentecostais.
Todos concordam em dizer que a teologia da prosperidade apresenta uma concepção "errônea" da fé, que "distorce" a mensagem evangélica absolutizando certas promessas de bênção da Bíblia e, assim, apresentando perigos reais.
Primeiro erro: a teologia da prosperidade coloca no mesmo plano a salvação e a prosperidade física (saúde) e material (riqueza), enquanto a salvação cristã, que é o "coração" do evangelho "refere-se principalmente à relação com Deus e à reconciliação com ele por meio de Cristo", explica Thierry Huser, pastor da Igreja Batista, um dos elementos-base do texto.
Pior ainda, essa teologia "instrumentaliza" Deus, colocando-o a serviço da prosperidade do fiel: de fato, segundo seus defensores, o fiel deve acreditar que tudo, incluindo a riqueza, lhe foi conquistado por Cristo. Portanto, lhe bastaria manifestar a sua fé na promessa do Evangelho doando dinheiro para obter a recompensa...
Mas, nessa lógica, "a ênfase unilateral sobre a palavra de Deus, cuja eficácia reside na sua força de afirmação, pode levar a ter 'fé na fé', ao invés de ter 'fé em Deus'", declara o documento, que denuncia uma visão do mundo "próxima do pensamento mágico". "Não se deixa a Deus a liberdade de nos responder diferentemente", completa Thierry Huser. "Deixa-se de lado toda a pedagogia de Deus na nossa vida, que às vezes quer nos dar ensinamentos a partir de situações difíceis".
Nesse sentido, se os teólogos da prosperidade chegam às "aspirações profundas" de "pessoas cuja realidade cotidiana é o sofrimento e a miséria", elas são, ao contrário, "marcadas pelo hedonismo da nossa sociedade, que rejeita os limites e o sofrimento", acrescenta Thierry Huser. "Nas nossas Igrejas, acreditamos em um Deus que intervém na nossa vida e pode dar sinais milagrosos da sua ação, mas não é preciso sistematizá-los".
Particularmente perigoso, esse "sistema de sentido único" também é "fonte de profunda desilusão", porque apresenta "falsas promessas". Pior, é muito culpabilizante para o cristão: se ele não é ouvido, é criticado porque a sua fé não é suficientemente forte...
"Os profetas da prosperidade protegem-se, assim, de todo questionamento das suas promessas. Ao contrário, todo o peso do eventual insucesso recai sobre o fiel, que esperou, rezou, doou", deplora o texto do CNEF.
Por fim, um último erro e não menos importante é que os advogados da prosperidade ocultam as recorrentes admoestações de Jesus "contra o amor ao dinheiro e contra a idolatria do sucesso material".
Esse documento não é o primeiro do gênero: ele vem depois da declaração de Lausanne III, aprovada em 2010 por 4.200 lideranças evangélicas do mundo inteiro, em que um parágrafo abordava a teologia da prosperidade.
O compromisso de Lausanne, por sua vez, havia sido preparado por um texto do grupo de trabalho teológico de Lausanne 2008-2009, que, de um modo ainda mais firme e mais claro, deplorava que o evangelho da prosperidade, "ampliando as diversas causas espirituais e demoníacas da pobreza", passa quase despercebidas as suas causas econômicas e sociais.
"Este estudo do CNEF é muito importante, porque a teologia da prosperidade atinge aspirações profundas", observa o padre Michel Mallèvre, diretor do centro ecumênico Istina. "Mas, como contraponto, ele não propõe nenhuma resposta social, não convida a combater a pobreza, justamente em nome da vinda do Reino de Deus". Tal convite seria muito mais do que legítimo, segundo ele, já que há vários anos os evangélicos se lançaram, com o movimento Défi Michée (www.defimichee.fr), em uma campanha internacional de luta contra a pobreza.
Acesse também pelo GENIZAH:
domingo, 3 de junho de 2012
Fanáticos ou Defensores da Verdade?
(John Kennedy)
Em tempos como o nosso é fácil alguém parecer fanático, se mantém uma firme convicção sobre a verdade e quando se mostra cuidadoso em ter certeza de que sua esperança procede do céu. Nenhum crente pode ser fiel e verdadeiro nesses dias, sem que o mundo lhe atribua a alcunha de fanático. Mas o crente deve suportar esse título. É uma marca de honra, embora a sua intenção seja envergonhar. É um nome que comprova estar o crente vinculado ao grupo de pessoas das quais o mundo não era digno, mas que, enfrentando a ignomínia por parte do mundo, fizeram mais em benefício deste do que todos aqueles que viviam ao seu redor. O mundo sempre sofre por causa dos homens que honra. Os homens que trazem misericórdia ao mundo são os que ele odeia.
Sim! Os antigos reformadores eram homens fanáticos em sua época. E foi bom para o mundo eles terem sido assim. Estavam dispostos a morrer, mas não comprometeriam a verdade. Submeter-se-iam a tudo por motivo de consciência, mas em nada se sujeitariam aos déspotas. Sofreriam e morreriam, mas temiam o pecado. Esse fanatismo trouxe liberdade para a sua própria terra natal, como bem demonstra o exemplo dos reformadores escoceses. O legado deixado por esses homens - cujo lar eram as cavernas na montanha e cuja única mortalha era a neve, que com freqüência envolvia seus corpos quando morriam por Cristo - é uma dádiva mais preciosa do que todas as oferecidas por reis que ocuparam o trono de seus países ou por todos os nobres e burgueses que possuíam suas terras. Sim, eles eram realmente fanáticos, na opinião dos zombadores cépticos e perseguidores cruéis; e toda a lenha com a qual estes poderiam atear fogueiras não seria capaz de queimar o fanatismo desses homens de fé.
Foram esses implacáveis fanáticos, de acordo com a estimativa do mundo, que encabeçaram a cruzada contra o anticristo, quando na época da Reforma desceu fogo do céu e acendeu em seus corações o amor pela verdade. Esses homens, através de sua inabalável determinação, motivados por fé viva, venceram em épocas de severas provações, durante as quais eles ergueram sua bandeira em nome de Cristo. Um lamurioso Melanchthon teria barganhado o evangelho em troca de paz. A resoluta coragem de um Lutero foi necessária para evitar esse sacrifício. Em todas as épocas, desde o início da igreja, quando a causa da verdade emergiu triunfante sobre o alarido e a poeira da controvérsia, a vitória foi conquistada por um grupo de fanáticos que se comprometeram solenemente na defesa dessa causa.
Existe hoje a carência de homens que o mundo chame de "fanáticos". Homens que possuem pulso fraco e amor menos intenso pouco farão em benefício da causa da verdade e dos melhores interesses da humanidade. Eles negociarão até sua esperança quanto à vida por vir em troca da honra proveniente dos homens e da tranqüilidade resultante do comprometimento do evangelho. Há muitos homens assim em nossos dias, mesmo nas igrejas evangélicas e na linha de frente do evangelicalismo; homens que se gloriam de uma caridade indiscriminada em suas considerações, de um sentimento que rejeita o padrão que a verdade impõe; homens que aprenderam do mundo a zombar de toda a seriedade, a queixarem-se da escrupulosidade de consciência e a escarnecer de um cristianismo que se mantém através da comunhão com os céus! Esses têm os seus seguidores. Um amplo movimento emergiu afastado do cristianismo vital, de crenças fixas e de um viver santo. As igrejas estão sendo arrastadas nessa corrente. Aproxima-se rapidamente o tempo em que as únicas alternativas serão ou a fé viva ou o cepticismo declarado.
Uma violenta maré se abate sobre nós nessa crise, e poucos mostram-se zelosos em resistir. Não podemos prever qual será o resultado nas igrejas, nas comunidades e nos indivíduos, tampouco somos capazes de tentar conjeturá-lo sem manifestar sentimentos de tristeza. Contudo, uma vitória segura é o destino da causa da verdade. E, até que chegue a hora de seu triunfo, aqueles que atrelaram seus interesses à carruagem do evangelho perceberão que fazem parte de um grupo que está diminuindo, enquanto avançam até àquele dia; seu sentimento de solidão se aprofundará, enquanto seus velhos amigos declinarão à negligência, a indiferença se converterá em zombaria, e as lamúrias se transformarão em amarga inimizade. Eles levarão adiante a causa da verdade somente em meio aos escárnios dos incrédulos e às flechas dos perseguidores.
Mas nenhum daqueles que amam a verdade - aqueles cujos olhos sempre descansaram na esperança do evangelho - deve acovardado fugir das provações. Perecer lutando pela causa da verdade significa ser exaltado no reino da glória. Ser massacrado até à morte, pelos movimentos de perseguição, significa abrir a porta da prisão, para que o espírito redimido passe da escravidão ao trono. Em sua mais triste hora, aquele que sofre por causa da verdade não deve recusar a alegria que os lampejos da mensagem profética trazem ao seu coração, quando brilham através das nuvens de provação. O seu Rei triunfará em sua causa na terra e seus amigos compartilharão da glória dEle. Todas as nações sujeitar-se-ão ao seu domínio. As velhas fortalezas de incredulidade serão aniquiladas até ao pó. A iniqüidade esconderá sua face envergonhada. A verdade, revelada dos céus, receberá aceitação universal e será gloriosa no resplendor de seu bendito triunfo aos olhos de todos.
(Extraído de: http://editorafiel.com.br/artigos_detalhes.php?id=52)
(Extraído de: http://editorafiel.com.br/artigos_detalhes.php?id=52)
sexta-feira, 6 de agosto de 2010
A "ALMEIDA ATUALIZADA" Exposta
(Por Hélio de Menezes Silva)
Como prometeu Deus não só inspirou como também PRESERVOU a Bíblia perfeitamente, jota por jota, til por til! (Sl 12:6-7; 19:7-8; 33:1; 100:5; 111:7-8; 117:2; 119:89,152,160; 138:2b; Is 40:8; 59:21; Mt 4:4; 5:18; 24:35; Lc 16:17; 1Pd 1:23,25; Ap 22:18-19).
Sendo perfeita, esta preservação tem que ter sido contínua. Sendo para NOSSO proveito, tem que ter sido aqui na terra, em USO, uso INCESSANTE, pelos FIÉIS.
O Senhor fez isto através do Texto Massorético do VT e do TEXTO TRADICIONAL (TT) do NT. Este TT representa a esmagadora maioria dos cerca de 5600 manuscritos hoje sobreviventes do NT em grego, que concordam entre si e foram ininterruptamente usados por TODAS as igrejas fiéis, passando por Antioquia, Ásia Grega, pelos Valdenses (desde os anos 120 até próximo à Reforma), etc.
Depois da invenção da imprensa, este texto foi publicado por Erasmo [de Roterdã] e outros, e passou a ser adotado por TODAS as traduções para TODOS os idiomas, por TODAS as igrejas ”protestantes”!
As traduções do TT para o português incluem: a “Almeida” 1681; a “Almeida Revista e Corrigida” até a edição 1894 (hoje, já tem certa influência alexandrina) e a “Almeida Corrigida e Revisada, Fiel...” 1995.
Lamentavelmente, nestes dias de apostasia, crentes (muitos deles sinceros, mas desadvertidos) começaram a adotar o TEXTO CRÍTICO (TC), que representa uns poucos (às vezes só 2 ou 1!) dos manuscritos oriundos da apóstata Alexandria e tão discordantes entre si!
As traduções do TC para o português incluem a “Padre Matos Soares” 1930; a “Almeida Revista e Atualizada” 1959 (Novo Testamento recomendada pelos bispos católicos em 1968!); a “Novo Mundo” (T. Jeová) 1967; a “Almeida Revisada de Acordo com os Melhores Textos...” 1967; a “Bíblia Viva” (“O Mais Importante é o Amor”) 1981; a “Bíblia na Linguagem de Hoje” 1988; e a NVI 1994. A “Almeida Contemporânea” 1990 é híbrida TT-TC.
Não precisamos começar por profundos detalhes técnicos: pela [simples] comparação das Bíblias-TC com as Bíblias-TT, o próprio Espírito Santo de Deus, o Autor das Santas Escrituras, inequivocamente testemunha ao nosso espírito que o TC é que é a perversão do TT: sempre que entram em choque doutrinário, é SEMPRE o TC que se contradiz ou que tenta diminuir a divindade de Cristo, Seu nascimento virginal, a expiação vicária que fez pelo Seu sangue, a inspiração da Bíblia, e muitas outras doutrinas fundamentais! Quem teria interesse em fazer isto, senão o Diabo? Quem? O TC tem mais de 10.000 omissões, alterações, adições e outras perversões das cercas de 140.000 santas palavras do Novo Testamento!
Citaremos 29 versos da Almeida Fiel, com maiúsculas destacando o que o TC ataca. Consiga uma Almeida Atualizada (nós usamos uma Bíblia de 1983), e cheque seus versos, à luz da Fiel (Oh, cheque mesmo!). Deixe Deus lhe falar ao coração! Lembre-se de Js 24:15; 1Sam 15:22; Mt 15:3,6.
[Nota do autor deste blog: Caso não possua uma edição da Almeida Corrigida Fiel (ACF, da SBTB), você poderá comparar a Almeida Atualizada (ARA, da SBB) com a Almeida Corrigida (ARC, da SBB). Embora esta segunda (ARC) já apresente certa influência do TC, você terá ao menos uma idéia das escandalosas adulterações da ARA. Para adiquirir um exemplar da ACF, visite o site da Sociedade Bíblica Trinitariana do Brasil (SBTB): http://www.biblias.com.br/]
Ataques à DIVINDADE DE CRISTO
Choque-se comparando a Atualizada ante a Fiel também em Mc 9:24; 15:39; Lc 23:42; João 1:14,18 + 3:16,18; At 8:37; Rm 14:10b,12; 1 Co 15:47; Ap 1:11. [Ademais, o TC e a Atualizada extirpam centenas dos títulos divinos: Senhor, Jesus, Cristo, Jesus Cristo, Senhor Jesus Cristo, Filho de Deus]:
Miquéias 5:2
“E tu, Belém Efrata, posto que pequena entre os milhares de Judá, de ti me sairá o que governará em Israel, e cujas SAÍDAS são desde os tempos antigos, desde os dias da eternidade.”
O TC e a Atualizada adulteram o texto, substituindo “SAÍDAS” por “ORIGENS”. Com isso, tornam a Cristo, aqui [nesta passagem] apresentado como Criador (Deus, sem origem, nunca criado), em mera criatura, com origem e princípio! "E tu, Belém Efrata, pequena demais para figurar como grupo de milhares de Judá, de ti me sairá o que há de reinar em Israel, e cujas ORIGENS são desde os tempos antigos, desde os dias da eternidade".
João 3:13
“Ora, ninguém subiu ao céu, senão o que desceu do céu, o Filho do homem, QUE ESTÁ NO CÉU.”
O TC e a Atualizada põe "QUE ESTÁ NO CÉU" entre colchetes. Quem (sem hipócritas meias palavras!) não percebe que os colchetes dos tradutores do TC realmente significam “incluímos estas palavras só para enganar os tolos que crêem na Bíblia tradicional, mas cremos que são falsificações introduzidas por charlatões”? Assim, o TC e a Atualizada anulam, aqui, que Cristo é onipresente, é Deus! "Ora, ninguém subiu ao céu, senão aquele que de lá desceu, a saber, o Filho do homem [que está no céu]."
Atos 9:5,6
“(5) E ele disse: Quem és, Senhor? E disse O SENHOR: Eu sou Jesus, a quem tu persegues. DURO É PARA TI RECALCITRAR CONTRA OS AGUILHÕES. (6) E ELE, TREMENDO E ATÔNITO, DISSE: SENHOR, QUE QUERES QUE EU FAÇA? E DISSE-LHE O SENHOR: Levanta-te, e entra na cidade, e lá te será dito o que te convém fazer.”
O TC e a Atualizada extirpam, aqui, que Cristo é Senhor, é Deus e, portanto, que devemos-Lhe imediata e total obediência! "(5) Ele perguntou: Quem és tu, Senhor? E a resposta foi: Eu sou Jesus, a quem tu persegues; (6) mas, levanta-te, e entra na cidade, onde te dirão o que te convém fazer."
1 Timóteo 3:16
“E, sem dúvida alguma, grande é o mistério da piedade: DEUS se manifestou em carne, foi justificado no Espírito, visto dos anjos, pregado aos gentios, crido no mundo, recebido acima na glória.”
O TC e a Atualizada adulteram o texto, substituindo “DEUS” por “AQUELE”, anulando, aqui, uma das maiores provas da divindade de Cristo! "Evidentemente, grande é o mistério da piedade: AQUELE que foi manifestado na carne, foi justificado em espírito, contemplado por anjos, pregado entre os gentios, crido no mundo, recebido na glória."
1 João 4:3
“E todo o espírito que não confessa que Jesus CRISTO VEIO EM CARNE não é de Deus; mas este é o espírito do anticristo, do qual já ouvistes que há de vir, e eis que já está no mundo.”
O TC e a Atualizada, aqui, agradam as falsas religiões, pois extirpam que CRISTO VEIO EM CARNE, extirpam que Jesus Cristo, mesmo sempre sendo 100% Deus, encarnou literalmente, teve e sempre terá corpo literal e será 100% homem! "E todo espírito que não confessa a Jesus não procede de Deus; pelo contrário, este é o espírito do anticristo, a respeito do qual tendes ouvido que vem, e presentemente já está no mundo."
Ataques à PROPICIAÇÃO SÓ PELO SANGUE DE CRISTO
Colossenses 1:14
“Em quem temos a redenção PELO SEU SANGUE, a saber, a remissão dos pecados;”
O TC e a Atualizada extirpam, aqui, que foi pelo derramamento do SANGUE de Cristo que nossos pecados foram expiados, Deus foi propiciado, nossa salvação foi comprada! "No qual temos a redenção, a remissão dos pecados." [Nunca esqueçamos, em Hb 9:22 , está escrito: “E quase todas as coisas, segundo a lei, se purificam com sangue; e sem derramamento de sangue não há remissão.”!]
Ataques à MORTE VICÁRIA DE CRISTO (em nosso lugar!)
1 Coríntios 5:7
“Alimpai-vos, pois, do fermento velho, para que sejais uma nova massa, assim como estais sem fermento. Porque Cristo, nossa páscoa, foi sacrificado POR NÓS.”
O TC e a Atualizada extirpam, aqui, que Cristo morreu "POR NÓS", recebendo, em nosso lugar, o castigo que merecemos (Is 53:5)! "Lançai fora o velho fermento, para que sejais nova massa, como sois de fato sem fermento, Pois também Cristo, nosso Cordeiro pascal, foi imolado."
1 Pedro 4:1
“Ora, pois, já que Cristo padeceu POR NÓS na carne, armai-vos também vós com este pensamento, que aquele que padeceu na carne já cessou do pecado;”
Novamente, é extirpado que Cristo morreu "POR NÓS", recebendo em nosso lugar o castigo que merecemos (Is 53:5)! "Ora, tendo Cristo sofrido na carne, armai-vos também vós do mesmo pensamento; pois aquele que sofreu na carne deixou o pecado,".
Ataques à doutrina da TRINDADE
1 João 5:7-8
“Porque três são os que testificam NO CÉU: O PAI, A PALAVRA, E O ESPÍRITO SANTO; E ESTES TRÊS SÃO UM. E TRÊS SÃO OS QUE TESTIFICAM NA TERRA: o Espírito, e a água e o sangue; e estes três concordam num.”
Os destrutivos colchetes [*] da Atualizada anulam a mais explícita e uma das mais fortes provas da doutrina da Trindade! Há um excelente livro, de Carson, exclusivamente em defesa destes 2 versos. "Pois há três que dão testemunho [no céu: o Pai, a Palavra, e o Espírito Santo; e estes três são um. (8) E três são os que testificam na terra]: o Espírito, a água e o sangue, e os três são unânimes num só propósito." Porventura isto não equivale à Bíblia dos Testemunhas de Jeová? "Porque são três os que dão testemunho: (8) o espírito, e a água, e o sangue, e os três estão de acordo."
Ataques à inspiração da BÍBLIA
Lucas 4:4
“E Jesus lhe respondeu, dizendo: Está escrito que nem só de pão viverá o homem, MAS DE TODA A PALAVRA DE DEUS.”
O TC e a Atualizada extirpam, aqui, que viveremos de cada uma de todas as palavras da Bíblia, e que todas e cada uma delas são inspiradas por Deus! "Mas Jesus lhe respondeu: Está escrito: Não só de pão viverá o homem."
Ataques à DOUTRINA DA SALVAÇÃO
Choque-se comparando a Atualizada ante a Fiel também em: Gn 12:2; Mt 9:13; 18:11; João 3:36:
Mateus 20:16
“Assim os derradeiros serão primeiros, e os primeiros derradeiros; PORQUE MUITOS SÃO CHAMADOS, MAS POUCOS ESCOLHIDOS.”
Os destrutivos colchetes [*] da Atualizada enfraquecem gravemente, aqui, a doutrina da salvação (mais especificamente, do chamamento e da eleição). "Assim. Os últimos serão primeiros, e os primeiros serão últimos [porque muitos são chamados, mas poucos escolhidos]."
Marcos 2:17
“E Jesus, tendo ouvido isto, disse-lhes: Os sãos não necessitam de médico, mas, sim, os que estão doentes; eu não vim chamar os justos, mas, sim, os pecadores AO ARREPENDIMENTO.”
O TC e a Atualizada extirpam, aqui, a indispensabilidade de arrependimento bíblico, para salvação! "Tendo Jesus ouvido isto, respondeu-lhes: Os sãos não precisam de médico, e, sim, os doentes: não vim chamar justos, e, sim, pecadores."
João 3:15
“Para que todo aquele que nele crê NÃO PEREÇA, mas tenha a vida eterna.”
O TC e a Atualizada extirpam, aqui, que quem não crer perecerá (sofrerá eternamente no lago de fogo, esta é a morte eterna)! "Para que todo o que nele crê tenha a vida eterna."
João 6:47
“Na verdade, na verdade vos digo que aquele que crê EM MIM tem a vida eterna.”
O TC e a Atualizada extirpam "EM MIM", favorecendo o universalismo, isto é, basta crer em algo ou alguém, seja o que ou quem for (não indispensavelmente em Cristo)! "Em verdade, em verdade vos digo: Quem crê, tem a vida eterna."
Atos 8:37
“E DISSE FILIPE: É LÍCITO, SE CRÊS DE TODO O CORAÇÃO. E, RESPONDENDO ELE, DISSE: CREIO QUE JESUS CRISTO É O FILHO DE DEUS.”
A Atualizada põe todo verso entre seus destrutivos colchetes [*], anulando, aqui, que batismo vem depois da salvação, e esta decorre de crer em Cristo e em tudo que Ele disse de Si, inclusive Sua divindade!
Atos 9:5-6
“(5) E ele disse: Quem és, Senhor? E disse O SENHOR: Eu sou Jesus, a quem tu persegues. DURO É PARA TI RECALCITRAR CONTRA OS AGUILHÕES. (6) E ELE, TREMENDO E ATÔNITO, DISSE: SENHOR, QUE QUERES QUE EU FAÇA? E DISSE-LHE O SENHOR: Levanta-te, e entra na cidade, e lá te será dito o que te convém fazer.”
O TC e a Atualizada extirpam, aqui, o que pusemos em maiúsculas, anulando que salvação vem da aceitação de Cristo como Senhor (a quem aceitamos como controlador absoluto) e como Deus! "(5) Ele perguntou: Quem és tu, Senhor? E a resposta foi: Eu sou Jesus, a quem tu persegues; (6) mas levanta-te, e entra na cidade, onde te dirão o que te convém fazer." (Vi um amado missionário, que usou a boa King James Bible para preparar parte do seu sermão baseada sobre o texto extirpado, confundir-se todo ao pregar pela má Atualizada! Inconsistência! Inconsistência!)
Romanos 8:1
"Portanto, agora nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus, QUE NÃO ANDAM SEGUNDO A CARNE, MAS SEGUNDO O ESPÍRITO."
O TC e a Atualizada extirpam o que pusemos em maiúsculas, anulando, aqui, que há, sim, condenação (não quanto à salvação, mas sim quanto à comunhão, correção, galardão, ser usado por Deus) para o salvo que andar segundo a carne: At 5:1-10; 1Co 3:12,15; 5:9-10; Gl 5:16-18; 1Jo 3:20-21; 5:16! "Agora, pois, já nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus."
Romanos 14:10, 12
“Mas tu, por que julgas teu irmão? Ou tu, também, por que desprezas teu irmão? Pois todos havemos de comparecer ante o tribunal de CRISTO. (12) De maneira que cada um de nós dará conta de si mesmo a Deus.”
O TC e a Atualizada, no v. 10, adulteram o texto, substituindo “CRISTO” por “DEUS”. Ora, como o juiz do v. 10 é o do v.12, O TC e a Atualizada anulam uma fortíssima prova da divindade de Cristo, e que é a Ele que os crentes darão conta (para fins de galardoamento)! "Tu, porém, por que julgas a teu irmão? E tu, por que desprezas o teu? Pois todos compareceremos perante o tribunal de DEUS. (12) Assim, pois, cada um de nós dará contas de si mesmo a Deus."
1 Pedro 2:2
“Desejai afetuosamente, como meninos novamente nascidos, o leite racional, não falsificado, PARA QUE POR ELE VADES CRESCENDO.”
O TC e a Atualizada adulteram o que pusemos em maiúsculas, favorecendo o ensino herético que a salvação vem por um processo gradual de crescimento! "Desejai ardentemente, como crianças recém-nascidas, o genuíno leite espiritual, PARA QUE POR ELE VOS SEJA DADO CRESCIMENTO PARA SALVAÇÃO."
2 Pedro 2:17
“Estes são fontes sem água, nuvens levadas pela força do vento, para os quais a escuridão das trevas ETERNAMENTE se reserva.”
O TC e a Atualizada extirpam, aqui, que a condenação é eterna! (sem cessar de existir e sofrer)! "Esses tais são como fonte sem água, como névoas impelidas por temporal. Para eles está reservada a negridão das trevas."
Ataques à importância do JEJUM BÍBLICO
Choque-se comparando a Atualizada ante a Fiel também em: At 10:30-31; 1 Co 7:5.
Mateus 17:21
“MAS ESTA CASTA DE DEMÔNIOS NÃO SE EXPULSA SENÃO PELA ORAÇÃO E PELO JEJUM.”
A Atualizada põe todo verso entre seus destrutivos colchetes [*], anulando a necessidade da arma oração+jejum. Quem teria interesse nisto, senão...?! (ver Ef 6:2)
Marcos 9:29
“E disse-lhes: Esta casta não pode sair com coisa alguma, a não ser com oração E JEJUM.”
O TC e a Atualizada extirpam, aqui, através de seus destrutivos colchetes [*], que o piedoso jejuar é indispensável contra certos demônios. Quem teria interesse nisto, senão...?! (ver Ef 6:12). "Respondeu-lhes: Esta casta não pode sair senão por meio de oração [e jejum]."
GRAVÍSSIMAS CONTRADIÇÕES
Mateus 27:34
“Deram-lhe a beber VINAGRE misturado com fel; mas ele, provando-o, não quis beber.”
O TC e a Atualizada adulteram o texto, substituindo “VINAGRE” por “VINHO”, contradizendo frontalmente Sl 69:21! "Deram-lhe a beber VINHO com fel; mas ele, provando-o, não o quis beber".
Marcos 1:2-3
“Como está escrito NOS PROFETAS: Eis que eu envio o meu anjo ante a tua face, o qual preparará o teu caminho diante de ti. (3) Voz do que clama no deserto: Preparai o caminho do Senhor, Endireitai as suas veredas.”
O TC e a Atualizada adulteram o texto, substituindo “NOS PROFETAS” por “NA PROFECIA DE ISAÍAS”, contradizendo frontalmente Ml 3:1 + Is 40:3! "Como está escrito NA PROFECIA DE ISAÍAS: eis aí envio diante da tua face o meu mensageiro, o qual preparará o teu caminho; (2) voz do que clama no deserto: preparai o caminho do Senhor, endireitai as suas veredas;".
2 Tessalonicenses 2:8
“E então será revelado o iníquo, a quem o Senhor DESFARÁ pelo assopro da sua boca, e aniquilará pelo esplendor da sua vinda;”
O TC e a Atualizada adulteram o texto, substituindo “DESFARÁ” para “MATARÁ”, contradizendo frontalmente Ap 19:20 (“lançados vivos...”)! "Então será de fato revelado o iníquo, a quem o Senhor Jesus MATARÁ com o sopro de sua boca, e o destruirá, pela manifestação de sua vinda."
Contraste a Atualizada ante a Fiel também em: Mt 5:22 (Jesus irou-se, mas com motivo). Lc 4:44 contra Mt 4:23 + Mc 1:39 (Judéia ou Galiléia?). Mt 19:17 (o rico chama Jesus de bom, ou pergunta sobre o que é bom?) contra Mc 10:18 + Lc 18:9.
OUTROS ERROS
Mateus 1:25
“E não a conheceu até que deu à luz seu filho, O PRIMOGÊNITO; e pôs-lhe por nome Jesus.”
O TC e a Atualizada agradam o romanismo, extirpando que Jesus foi o primeiro entre os vários filhos de Maria. "Contudo, não a conheceu, enquanto ela não deu à luz um filho, a quem pôs o nome de Jesus."
1 Coríntios 6:20
“Porque fostes comprados por BOM preço; glorificai, pois, a Deus no vosso corpo, E NO VOSSO ESPÍRITO, OS QUAIS PERTENCEM A DEUS.”
O TC e a Atualizada extirpam, aqui, algumas das revelações de Deus mais preciosas e confortadoras às nossas almas! "Porque fostes comprados por preço. Agora, pois, glorificai a Deus no vosso corpo."
1 Timóteo 6:5
“Contendas de homens corruptos de entendimento, e privados da verdade, cuidando que a piedade seja causa de ganho; APARTA-TE DOS TAIS.”
O TC e a Atualizada extirpam, aqui, que temos ordem de nos SEPARAR de todos que ensinam qualquer coisa que conflite com a Palavra de Deus. Qual texto favorece o Diabo e o erro?! "Altercações sem fim, por homens cuja mente é pervertida, e privados da verdade, supondo que a piedade é fonte de lucro”.
Apocalipse 11:17
“Dizendo: Graças te damos, Senhor Deus Todo-Poderoso, que és, e que eras, E QUE HÁS DE VIR, que tomaste o teu grande poder, e reinaste.”
O TC e a Atualizada extirpam, aqui, a segunda vinda de Cristo! "Dizendo: Graças te damos, Senhor Deus, Todo-poderoso, que és e que eras, porque assumiste o teu grande poder e passaste a reinar."
CONCLUSÃO: Ah, irmãos, tremamos ante Ap 22:18-19 + Pv 30:6 (não adicionar/subtrair), 2Co 2:17 (não corromper), e Rm 1:25 (não transformar a Bíblia em mentira)!
[*] A página de rosto da Atualizada 1968 diz “Todo conteúdo entre colchetes é matéria da Tradução de Almeida, que não se encontra no texto grego adotado”. Sem subterfúgios, como pode isto, real e lamentavelmente, não significar “incluímos estas palavras só para enganar os tolos que crêem na Bíblia tradicional, mas cremos que são falsificações introduzidas por charlatões usados pelo Diabo”? (Ora, o Diabo não luta contra si próprio!) A 2ª página de rosto do N.T. exibe recomendação da igreja católica! Quem mudou? Não foi Roma que subiu em direção a Deus!...
(Texto adaptado e reformatado pelo autor deste blog)
D. S. Castro.
quarta-feira, 14 de julho de 2010
Não Omitas Nenhuma Palavra
(Por Harold Ralph Gilmer)
“Assim diz o SENHOR... todas as palavras que te mandei que lhes dissesses; não omitas nenhuma palavra” (Jeremias 26:2—ACF).
“Assim diz o SENHOR... todas as palavras que te mandei que lhes dissesses; não omitas nenhuma palavra” (Jeremias 26:2—ACF).
Neste versículo constata-se a importância que Deus dá a cada uma de suas palavras ao enviar o profeta Jeremias para proclamar a Sua Palavra. Para entendermos por que cada palavra, cada letra é importante para Deus, temos primeiramente que entender como Ele se revela ou se comunica com o homem.
Teologicamente, revelação é Deus dando nova informação ao homem sobre Si mesmo e sobre a Sua vontade. É necessário que Deus se manifeste, pois o homem é um ser carnal e Deus é Espiritual. Evidencia-se em Salmos 19 que Deus se revela de uma forma geral, ou natural, (versículos 1 a 7) e também de uma forma especial (versículos 8 ao 14).
A revelação geral é vista na própria natureza (Salmos 19:1), na preservação do mundo (Hebreus 1:3), na providência divina (Provérbios 16:9) e na consciência humana (Romanos 1:19; 2:15). Esta revelação é dada a todos e embora não seja o suficiente para conhecer a Deus intimamente é suficiente para que o homem saiba que Ele existe. Mas para conhecê-Lo é necessário a revelação especial.
Revelação especial é Deus falando com o homem. No Antigo Testamento, Deus comunicou-Se diretamente através de sonhos, visões, teofanias, anjos e dos profetas (Gênesis 3:8; Hebreus 1:1). Comunicou-Se através dos milagres (1 Reis 18:38), pela Encarnação (João 1:14) e hoje se comunica através das Escrituras (2 Timóteo 3:16). O que foi revelado foi escrito e isto se chama inspiração.
Inspiração é o homem escrevendo o que Deus revelou. Em 2 Timóteo 3:16 lemos que “Toda a Escritura é divinamente inspirada...”. A palavra em grego traduzida como Escritura nesta passagem é a palavra graphe, de onde vem a palavra grafia, ou escrita. Já a palavra grega traduzida como inspirada nesta passagem é a palavra theopneustos, que é composta por duas palavras: theo, que traduzida é Deus, e pneustos, que traduzida é sopro. Portanto, theopneustos literalmente quer dizer “sopro de Deus”. Podemos dizer então que tudo o que foi “escrito” (as Escrituras) foi dado pelo “sopro de Deus”. Portanto, o que Deus “soprou” foram palavras (graphe).
Cada palavra, cada letra é importante para Deus.
Jesus disse: “Até que o céu e a terra passem, nem um jota ou um til se omitirá da lei, sem que tudo seja cumprido” (Mateus 5:18—ACF). Em Gálatas 3:16, Paulo baseia uma doutrina inteira sobre uma ÚNICA letra, quando diz: “As promessas foram feitas a Abraão e à sua descendência. Não diz: E às descendências, como falando de muitas, mas como de uma só: E à tua descendência, que é Cristo”. Cada palavra, cada letra das Escrituras foi inspirada por Deus e é “... proveitosa para ensinar, para redarguir, para corrigir, para instruir em justiça” (2 Timóteo 3:16b).
Em Apocalipse 22:18 e 19, João escreve um alerta veemente contra aqueles que omitem ou acrescentam alguma palavra quando diz: “Porque eu testifico a todo aquele que ouvir as palavras da profecia deste livro que, se alguém lhes acrescentar alguma coisa, Deus fará vir sobre ele as pragas que estão escritas neste livro; e, se alguém tirar quaisquer palavras do livro desta profecia, Deus tirará a sua parte do livro da vida, e da cidade santa, e das coisas que estão escritas neste livro”. As doutrinas da revelação e da inspiração nada seriam sem a doutrina da preservação das Escrituras.
Jesus disse: “O céu e a terra passarão, mas as minhas palavras não hão de passar” (Mateus 24:35). As evidências comprovam que Deus tem cuidado da Sua Palavra através dos séculos, embora não tenhamos mais os originais (autógrafos). Existem mais de 5.000 manuscritos e partes de manuscritos que concordam entre si, o chamado Texto Bizantino (em sua forma impressa ele se chama Textus Receptus (TR), ou o Texto Recebido, termo que surgiu com a impressão do Novo Testamento Grego de Elzevir em 1633). Este foi o texto usado pela Igreja durante quase dois mil anos e é o texto Grego do Novo Testamento que os reformadores usaram no século XVI e XVII para traduzir a Bíblia nos principais idiomas, inclusive para o Português. Mas dois homens, B.F. Wescott e F.J.A. Hort rejeitaram este texto e decidiram “criar” um novo texto Grego baseado em aparatos críticos. Lançaram em 1881 o seu Novo Testamento que veio a ser chamado de Texto Crítico (TC).
Versões modernas da Bíblia, que surgiram após o lançamento do Novo Testamento Crítico de Westcott e Hort, omitem o equivalente [em volume de palavras] a 1 e 2 Pedro. Palavras como sangue (Colossenses 1:14), arrependimento (Marcos 2:17) e Cristo (Filipenses 4:13) somem do texto. O TC varia do TR em 5.337 lugares.
A Sociedade Bíblica Trinitariana do Brasil nasceu em 1968 com o objetivo de continuar a publicar a versão Corrigida, que estava sob ameaça de não ser mais publicada pelas principais sociedades bíblicas da época. Deu-se início então a uma revisão do texto para retirar arcaísmos e influências do Texto Crítico que foram introduzidas na Bíblia. O que seria o trabalho de um ano acabou levando 26 anos. A Bíblia completa foi lançada em 1994 sob o nome Almeida Corrigida Fiel. (A revisão do Novo Testamento foi completada anos antes e adotada pelos Gideões, que anualmente distribuem cerca de 7 milhões de exemplares no Brasil).
Ao longo dos séculos Deus tem comunicado ao homem de várias formas, mas nestes últimos tempos Ele se revela através de Sua Palavra. Cada palavra, cada letra é importante e “... proveitosa para ensinar, para redarguir, para corrigir, para instruir em justiça” (2 Timóteo 3:16b). “Assim diz o SENHOR... todas as palavras que te mandei que lhes dissesses; não omitas nenhuma palavra” (Jeremias 26:2—ACF).
(Extraído do site oficial da SOCIEDADE BÍBLICA TRINITARIANA DO BRASIL):
sábado, 10 de julho de 2010
O quê ou o quanto você está disposto a sacrificar para alcançar as almas perdidas para Cristo?
Muitas vezes, frente aos embaraços de nossa caminhada cristã neste mundo, acabamos por esquecer o real propósito do Evangelho e, não raras vezes, priorizamos coisas sem valor, efêmeras, pueris... coisas que, na realidade, mostram-se incapazes de nos satisfazer plena e efetivamente. Como novas criaturas em Cristo, jamais deveríamos esquecer que a plenitude de toda nossa satisfação em servir ao Senhor consiste em sacrificarmos a nós mesmos – o nosso “eu”, as nossas vontades, os nossos desejos, o nosso querer e até mesmo tudo o que possuímos – se necessário for – por amor daqueles que estão a perecer.
[O vídeo abaixo é um pequeno trecho do filme "A Lista de Schindler", digido por Steven Spielberg e distubuido, no Brasil, pela Universal. O filme conta a história real de Oskar Schindler, empresário alemão e membro do partido nazista que, no período da Segunda Guerra Mundial, estratégicamente e com total isenção (assim nos registra a história) conseguiu salvar cerca de 1200 judeus, entre homens, mulheres e crianças, de perecer em campos de concentração nazista. Ele (Schindler) sacrificou boa parte de seus bens e muito dinheiro para que vidas fossem salvas da morte].
Assista ao vídeo e reflita:
Assista ao vídeo e reflita:
Você tem feito tudo o que pode para levar a mensagem de salvação às almas perdidas? Você não sente que poderia fazer mais? O quê ou o quanto você está disposto a sacrificar para alcançar almas para o Reino de Deus? A Bíblia diz que há mais alegria no céu por um pecador que se arrepende do que por noventa e nove justos que não necessitam de arrependimento (Lc 15.7). Para Deus, querido irmão, uma única alma dentre milhares tem um valor especial, não importa o quão distante ela esteja Dele, o quão suja e maculada pelo pecado ela possa estar, pois foi com o precioso sangue de Seu Filho, Jesus Cristo, que Ele quitou a dívida de TODOS os homens para Consigo. E este incomparável presente está a inteira disposição de todo o que verdadeiramente crê em Jesus e o confessa, sem temores, diante dos homens.
Que a cada dia, para o nosso próprio bem, venhamos a ser constrangidos e compelidos pelo Espírito Santo a fazer mais pela causa do evangelho trazendo luz aos que caminham nas trevas. E que nunca estejamos satisfeitos com o que porventura já tivermos realizado em prol do Reino de Deus, pois no momento em que isto acontecer (Que Deus nos livre!), estaremos conformados com o este mundo tenebroso.
Em Cristo,
D. S. Castro.
"Eu, de muito boa vontade, gastarei e me deixarei gastar pelas vossas almas, ainda que, amando-vos cada vez mais, seja menos amado." (2 Co 12:15 - ARC)
Em Cristo,
D. S. Castro.
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