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sexta-feira, 15 de janeiro de 2016

Uma Resposta a JOHN PIPER. Em breve!

[...] para deixar claro este contraste entre a suposta vontade “eletiva” de Deus pela qual Ele escolhe incondicionalmente apenas alguns para a salvação e Sua alegada vontade de “desejo”, com a qual Ele “anseia” pela salvação de todos, Piper declara:
 
“É um velho paradoxo. Não escalo esta montanha sozinho. Escaladores mais experimentados têm me ajudado ao longo do caminho. Eu os apresentarei à medida que prosseguimos” .
 
Bem, se o que Piper se propõe a explicar é “um velho parad...oxo”, ele certamente não o extraiu das Escrituras, e sim da irracionalidade do sistema Calvinista. E não importa quantos “escaladores mais experimentados” tenham trilhado esse fictício caminho das “duas vontades divinas” e “ajudado” Piper a enxergar esse devaneio, não há nenhum modo bíblico ou racional de explicar como Deus pode “desejar” salvar a todos e ao mesmo tempo decretar incondicional e arbitrariamente a condenação de multidões ao inferno mesmo antes de haverem nascido.
 
Certamente, nenhum Calvinista gostaria de ser tomado por estúpido; no entanto, o que Piper tenta fazer nas poucas páginas de um livreto que desonra o caráter do verdadeiro Deus da Bíblia, deveria ser considerado um ultraje até mesmo para os seguidores desta doutrina.
 
[...]
 
[Trecho de 'Deus Deseja que Todos Sejam Salvos - A Única e Perfeita Vontade de Deus']

sábado, 26 de setembro de 2015

sexta-feira, 18 de setembro de 2015

IRRESPONSÁVEL E TENDENCIOSA!

Tradução da coleção "As Obras de Armínio" (a partir do inglês) pela editora CPAD, ao que tudo indica, não é confiável.
 

 
Como mencionei anteriormente, não pretendo tomar meu tempo (que é pouco) para avaliar a fidelidade (ou deveria dizer, infidelidade) da tradução recém-lançada pela editora assembleiana. Contudo, diante de algumas nobres porém equivocadas tentativas de justificar a "opção" do tradutor (ou tradutores) pelo termo "imersão" ao invés de... "aspersão" apontando para o texto em latim, onde é mencionado o verbo "tingo" (molhar), tomei a liberdade de ir um pouco mais a fundo em minha investigação e checar a referência.
 
Pois bem, no primeiro scan abaixo (do texto em latim), lemos na página 155, "aqua tinguntur" que na tradução inglesa é vertido por "sprinkled with water" [aspergido com água, literalmente] e na edição assembleiana "imerso na água". Se levarmos em conta que "tinguntur" (uma variação de "tingo") significa, para nossos propósitos, apenas a ação de "molhar", a questão poderia justificar a inserção de qualquer crença particular com respeito ao batismo cristão no pensamento original do autor. Em outras palavras, os que creem no batismo por imersão (o que é bíblico) podem seguir o exemplo assembleiano; já os que creem e praticam o batismo por "aspersão" (em geral os que também defendem o batismo infantil) podem optar por seguir a tradução inglesa (a mais acurada).
 
Contudo, a tradução assembleiana torna-se indefensável no que se refere ao atrevimento, como dito antes, de mudar completamente o pensamento do autor. Armínio não apenas praticava o batismo infantil, como no contexto da discussão em causa ele deixa mais do que claro que, segundo acreditava, o batismo deveria ser por "aspersão". No segundo scan isto fica evidente, pois nos itens 1 e 2 do parágrafo V, lemos "aqua dispergatur" e "adispersio", respectivamente. Será que precisamos “desenhar” para que alguém entenda?
 
Agora, permitam-me perguntar novamente ao senhor ou senhores editores da CPAD responsáveis por essa tradução irresponsável e tendenciosa: O que querem ocultar? Será que a idolatria a um homem justifica mascarar o que de fato ele inegavelmente disse e que não se coaduna com o que cremos? Será que os fins justificam os meios? Não, absolutamente! A verdade deve ser defendida não às custas da omissão e da desonestidade, mas com isenção e imparcialidade!
 
Em Cristo,
 
D. S. Castro.

Coleção "As Obras de Armínio" - Mais um "deslize" da CPAD?!



Pois bem senhores tradutores e editores da CPAD responsáveis por "brindar-nos" com a "primorosa" obra de Jacó Armínio em nosso idioma, respondam, por obséquio, o que significa este disparate abaixo (ver fotos).

O que querem ocultar com tão "acurada" tradução?

Embora eu esteja ciente do propósito por trás desta atitude antiprofissional e antiética que desreipeita o pensamento do autor fazendo-o dizer o que ele não disse na tentativa de ludibriar os incautos, gostaria sinceramente de ouví-los.

Teria sido isso o resultado de um lapso de tradução? Teria o senhor tradutor "cochilado" exatamente neste ponto?

Humm... acho difícil de engolir essa!

Não quero entrar no mérito daquilo que Armínio de fato cria e praticava crendo ser bíblico (refiro-me ao batismo infantil), fato este que, por sinal, foi bastante "suavizado" no texto - a meu ver. A questão, contudo, requer que façamos as seguintes considerações: 1) Se Armínio praticava o batismo infantil, ele certamente não IMERGIA a criança em água; e 2) Desde quando a expressão "sprinkled with water", por exemplo, significa "imerso na água"?

Com a palavra, os senhores diretores da CPAD...

Obrigado ao irmão Agnon Fabiano pelo link indicado, e que me moveu a checar essa informação já compartilhada por outro irmão do qual não me recordo o nome agora, mas cuja postagem também compartilhei antes.

(Continuaremos investigando...)

Nota: As fotos foram tiradas por mim. As obras pertencem à minha biblioteca pessoal.

segunda-feira, 30 de março de 2015

SORTEIO NA PÁGINA DO LIVRO "O Dízimo e o Sábado". Participe!

Em 29/04 estaremos sorteando 10 (dez) exemplares do livro O Dízimo e o Sábado.
 
 
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Mais novidades em breve!
 
Em Cristo,
 
D. S. Castro.

quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

A Apologética (Cristã) é Prejudicial à Igreja?!

 

ALGUÉM COM QUEM DEBATI CERTO DIA, me disse um tanto indignado: "A Apologética é destrutiva, ela divide, causa inimizades, não contribui com o crescimento da igreja...".
 
Não exporei aqui a pessoa e nem a resposta que dei à sua infeliz declaração; apenas farei uma breve análise de seu posicionamento com respeito ao assunto à luz das Escrituras.
 
Em primeiro lugar, devo esclarecer que ao referir-se à Apologética, o autor desta “máxima” tinha em mente a Apologética Cristã, pois era disto que estávamos tratando.
 
Pois bem, a Apologética é de fato "destrutiva, divide, causa inimizades e não contribui com o crescimento da igreja"? A resposta não pode ser outra senão um uníssono "DE MODO ALGUM"!
 
Se isto é verdade, perguntamos: O quê a Apologética destrói exatamente? Em que sentido ela divide? Que espécie de inimizade ela causa? E por que ela seria um empecilho ao crescimento da igreja? As respostas serão dadas ao final do texto.
 
Em segundo lugar, devemos reconhecer que seria bastante estranho que a legítima defesa da fé cristã causasse tantos prejuízos ao Corpo de Cristo, visto que as Escrituras nos recomendam a “batalhar pela fé que uma vez foi dada aos santos” (Judas 3). Portanto, ou a Bíblia está errada, ou os que pensam que a Apologética é um empecilho à causa de Cristo, de fato, não sabem o que ela representa e qual o seu propósito no compete à fé e à sã doutrina.
 
Ninguém honestamente poderia negar que o apóstolo Paulo foi um grande defensor da fé cristã e, portanto, um apologeta (talvez o maior de todos). Ele repreendeu aos cristãos coríntios por sua tentativa de formar “facções” dentro da igreja (1 Coríntios 1:12; 3:4); censurou energicamente os gálatas por estarem tentando, por meio da circuncisão, “justificar-se pelas obras lei”, aos quais também declarou que os que assim procediam “da graça haviam caído” (Gálatas 5:4); reprovou de igual modo a atitude dos colossenses por ainda insistirem em se apegar “aos rudimentos do mundo”, mesmo já havendo eles “morrido com Cristo” (Colossenses 2:20-23); exortou Timóteo a manter uma postura firme em defesa da fé e da sã doutrina (2 Timóteo 4:1-5), e assim por diante.
 
Paulo, sempre preocupado com as igrejas locais por onde passou, chegou até mesmo a dizer:
 
“Eu de muito boa vontade gastarei, e me deixarei gastar pelas vossas almas, ainda que, amando-vos cada vez mais, seja menos amado” (2 Coríntios 12:15).
 
E aos efésios, o apóstolo dos gentios admoestou:
 
“Até que todos cheguemos à unidade da fé, e ao conhecimento do Filho de Deus, a homem perfeito, à medida da estatura completa de Cristo, Para que não sejamos mais meninos inconstantes, levados em roda por todo o vento de doutrina, pelo engano dos homens que com astúcia enganam fraudulosamente. Antes, seguindo a verdade em amor, cresçamos em tudo naquele que é a cabeça, Cristo” (Efésios 4:13-15).
 
Tito também foi enfático ao declarar:
 
“Retendo firme a fiel palavra, que é conforme a doutrina, para que seja poderoso, tanto para admoestar com a sã doutrina, como para convencer os contradizentes" (Tito 1:9).
 
Diante tais declarações (e de muitas outras), não nos parece razoável crer que a Apologética seja algo negativo no seio do verdadeiro cristianismo.
 
POR OUTRO LADO, sob uma perspectiva mais coerente com as Escrituras, podemos em certo sentido afirmar que a apologética realmente é “destrutiva”, “divide” e até mesmo “causa inimizades”, porém, ela jamais será um obstáculo para o crescimento da igreja. Pelo contrário, é o exercício da genuína Apologética que manterá a igreja pura e livre dos fermentos doutrinários daqueles que têm tentado perverter o Evangelho.
 
Mas alguém dirá: “Você não acabou de afirmar que a Apologética não é “destrutiva”, não “divide” e nem mesmo “causa inimizades”?”. Não se apresse... Isto não é linguagem ambígua!
 
Note que, sob a ótica bíblica, a Apologética pode ser considerada como “destrutiva” no sentido de que por meio de sua correta aplicação por aqueles a quem Deus levantou com o propósito de defender a fé, ela é capaz de aniquilar os ardilosos ensinos dos inimigos da Cruz; sua ação efetiva também poderá causar “divisão”, porém não no Corpo de Cristo; de fato, por meio de uma Apologética bíblica e responsável, os crentes fiéis serão verdadeiramente conhecidos dentre aqueles que furtivamente têm se infiltrado no seio da igreja para disseminar heresias de perdição (1 Coríntios 11:19; 2 Pedro 2:1, etc.). Além disso, a verdadeira Apologética cristã não está dissociada da pregação do genuíno Evangelho, de sorte que ela certamente produzirá “inimizade”, porém não entre os verdadeiros servos do Senhor, mas entre a igreja e o mundo (2 Coríntios 6:14; 1 Tessalonicenses 5:5; etc.).
 
Lamentavelmente, muitos “crentes” hoje já não valorizam mais este tão importante aspecto (na verdade, um dever) do testemunho cristão, a saber, a defesa da fé e da sã doutrina. A tolerância indiscriminada “dá o tom” do cristianismo atual. Poucos são os que com coragem e ousadia têm se levantado em defesa da pureza doutrinária. Vivemos em meio a uma geração cristã apática, acomodada, de braços cruzados. Muitos são os que, a despeito de se dizerem cristãos, não apenas têm promovido uma deplorável “unidade” que faz graves concessões a doutrinas fundamentais do Evangelho, como há tempos têm andado de mãos dadas com o pecado e o mundo. A esta eclética e antibíblica filosofia que impera em nossos dias o que importa de fato é unicamente a promoção de um amor subjetivo, cego e acrítico, onde não há mais lugar para o necessário exercício do juízo (com sobriedade e discernimento) sobre o pecado com vistas a corrigir os que andam no erro. O exemplo dos bereanos (Atos 17:11) já não é mais uma opção viável em meio a este lamentável cenário; sobretudo quando a conveniência fala mais alto.
 
Para os crentes fiéis, no entanto, a Apologética está longe de ser vista como prejudicial à igreja (como já destacamos acima), e embora tenha se tornado uma persona non grata para a “igreja” atual, e uma ameaça à unidade global que preparará o cenário para os acontecimentos finais, ela jamais foi tão necessária quanto hoje.
 
E em cumprimento ao que Paulo escreve a Timóteo, temos visto diante de nossos olhos a decadência da “igreja” dos últimos dias:
 
Porque virá tempo em que não suportarão a sã doutrina; mas, tendo comichão nos ouvidos, amontoarão para si doutores conforme as suas próprias concupiscências; E desviarão os ouvidos da verdade, voltando às fábulas (2 Timóteo 4:3-4).
 
O que seria, portanto, da verdadeira, santa e imaculada igreja de Cristo sem a APOLOGÉTICA?
 
Em Cristo,
 
D. S. Castro 

domingo, 14 de dezembro de 2014

A Pergunta Que Alguns Gostariam de Fazer-me!

SE ALGUÉM ME PERGUNTASSE: "Porque tanta "intolerância" e "ódio" para com aqueles que discordam de "você"?",

Eu responderia:

Não sou "intolerante", mas ZELOSO pela Verdade! Além disso, não "odeio" as pessoas, mais ABOMINO o engano e a mentira (ainda que não intencionais, mas algumas vezes movidos por ignorância e falta de discernimento).

Estaria eu querendo dizer com isso que sou o "dono da Verdade"? De forma alguma, pois JAMAIS afirmei isso. Os apressados é que "deduzem" isso ERRONEAMENTE a meu respeito (Será que "erroneamente" mesmo? Deus o sabe!). Além disso, até mesmo o mais estúpido dos homens sabe que afirmar-se "o dono da Verdade" é PRESUNÇÃO, porém dizer "eu conheço a Verdade", DEFINITIVAMENTE NÃO!

Alguém então dirá: "A verdade é algo pessoal. O que é verdade para mim pode não ser para os outros!". NÃO... ABSOLUTAMENTE! Isso NÃO é Verdade!

A Verdade não é uma questão de gosto ou preferência pessoal! Senão vejamos: Prefiro um carro na cor azul e um amigo na cor vermelha. Isso NADA têm a ver com Verdade! Gosto de futebol e outro amigo adora automobilismo. Essas questões em NADA estão relacionadas à Verdade!

Agora experimente dizer: "Não há verdade absoluta!", e em seguida reflita e responda a si mesmo: "Não acabei eu de estabelecer um absoluto?".

Não há, meus caros, como fugir nem mesmo à lógica e à mais pura razão tentando negar a genuína Verdade que é sobre todas as "verdades", pois se tentarmos fazê-lo cairemos inevitavelmente em um abismo de contradições! O que podemos apenas admitir, portanto, é que ela, A VERDADE, única e exclusiva, inabalável e imutável... SEMPRE existiu, mesmo que muitos de nós não A tenhamos alcançado ou mesmo A compreendido ainda. E cabe a cada um de nós a responsabilidade de busca-la!

Para finalizar esta pequena reflexão, tomo emprestadas as palavras do salmista, apenas para reforçar o que declarei no primeiro parágrafo desta breve resposta dirigida àqueles que porventura tenham cogitado fazer-me a pergunta formulada acima: “AS AFRONTAS DOS QUE TE AFRONTAM [RECAEM] SOBRE MIM” (Salmo 69:9b).

Em Cristo,

D. S. Castro.

sábado, 6 de dezembro de 2014

A melhor defesa (algumas vezes) é o “ataque”!

(Nota: Será que terminarei "sozinho"? Se acontecer, confesso que ainda assim sairei no lucro, pois coisa muito pior aconteceu com Paulo e tantos outros que jamais se calaram diante da afronta dos que disseminavam heresias de perdição a sua época, pervertendo a fé de muitos).
 
Como disse certa vez o grande Zagallo (o “Velho lobo”), fazendo-nos lembra de um antigo provérbio português, “A melhor defesa é o ataque!”.
 
O interessante é que, no que diz respeito à defesa da fé e da sã doutrina, esta declaração um tanto “absurda”, parece ser uma estratégia até mesmo aceitável do ponto de vista bíblico. Não é atoa que Paulo, ao tomar ciência das heresias de Himeneu e Fileto, confronta seus ensinos citando-lhes até mesmo o nome (2 Timóteo 2:17-18). Não estaria Paulo “atacando” para defender? Ou estaria apóstolo sendo rude, “deselegante”, ou mesmo “antiético” ao agir com tal “rispidez”? O mesmo Paulo que teve a “audácia” de repreender a Pedro “na cara” por mostrar-se o mesmo “repreensível” (Gálatas 2:11-13). Para os padrões demasiadamente tolerantes de nossos dias, muitos dirão que sim, porém, segundo os padrões bíblicos no que compete a desmascarar aqueles que têm pervertido o Evangelho, NÃO!... Absolutamente!
 
Pois bem... embora estejamos atualmente envolvidos em outros projetos que precisam ser concluídos, em breve teremos que lidar com um assunto igualmente importante e que nos tem tomado alguns anos de estudo: o Adventismo. Não debateremos por hora a questão (o que já temos feito em outras ocasiões). Contudo, quando iniciarmos (e somente quando iniciarmos), todos os “contra-argumentos” serão bem vindos. E a todos responderemos, com a graça de Deus!
 
Como prova de nossa total isenção ao tratar do tema, citaremos fontes e materiais do próprio movimento. E para dar uma amostra disto, recomendamos àqueles que desejarem constatar a visão proselitista deste pseudo-cristianismo, o seguinte livro de Mark Finley (adventista). Nele, o leitor poderá conhecer algumas das estratégias utilizadas por eles (pelos adventistas) para arrebanhar protestantes, evangélicos, católicos e membros de diversos outros segmentos religiosos para dentro do aprisco adventista. Abaixo, fotos de um exemplar que adquiri para estudo há alguns meses.
 
Quanto aos crentes (e cristãos) que acham que o movimento adventista é apenas mais uma das incontáveis denominações evangélicas espalhadas mundo afora, CUIDADO! Nem tudo é o que parece!
 
D. S. Castro.
 
 

sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

Os ciscos de Poeira de Spurgeon

 
Atente, agora, para alguns trechos da resposta dada por John Piper em uma entrevista divulgada tempos atrás pelo site desiringGog.org à seguinte pergunta: “Deus predeterminou cada pequeno detalhe do universo, como partículas de poeira no ar e, preciso adicionar aqui (disse o entrevistador), todos os nossos pecados que nos afligem?”.
De modo bastante objetivo, Piper diz: Sim!... e prossegue, citando Spurgeon:
“Há uma grande citação de Spurgeon sobre ciscos de poeira. Você pode nem saber o que é um cisco de poeira, mas quando eu me levanto de manhã no meu quarto, tem uma janela ao lado da cama... e um raio de luz estará brilhando por ela, em certas épocas do ano quando me levanto... ao olhar através da escuridão, eu não vejo nada, mas quando eu olho através do raio [de luz] eu vejo a poeira no quarto. Ela está flutuando... E Spurgeon diz que cada uma dessas partículas está mantendo sua posição e movimentando-se no ar pela ordenação de Deus [ele quer dizer, na verdade, pré-ordenação]... tal aleatoriedade não é aleatória para Deus. Deus não paga o mínimo imposto para manter cada partícula sub-nuclear em seu [devido] lugar[i] (os colchetes são meus).
Quanto à segunda parte da pergunta com respeito “aos pecados que nos afligem”, ele então afirma:
“Isso significa que, sim, cada coisa horrível e cada coisa pecaminosa é, no final das contas, governada [preordenada] por Deus[ii] (os colchetes são meus).
E mencionando Atos 4:27-28, ele afirma que, Herodes, Pilatos, os Judeus e os Gentios:
“foram todos reunidos para fazer o que a mão de Deus e o plano de Deus predestinaram para que acontecesse na morte de Jesus, você têm o plano e a mão de Deus predestinando os pecados mais horríveis já cometidos...[iii].
Seria isto o que, de fato, nos ensinam as Escrituras? Talvez a alguns, as palavras de Piper, em certos aspectos, pareçam uma explicação possível e bastante racional para os atos soberanos de Deus no que se refere a manter o controle de seu universo e a cumprir Sua perfeita vontade. Mas não se enganem, pois a loucura de seus argumentos não encontra, de fato, qualquer apoio bíblico! Ela é fruto de uma falsa lógica somada a uma descarada deturpação das Escrituras. No capítulo 5, sob o título “A Negação do Livre-Arbítrio – Não Há Espontaneidade no Universo?”, trataremos com mais detalhes sobre o assunto.
Por hora, diante de tantas e tão graves declarações de afronta ao caráter do verdadeiro Deus da Bíblia, só nos resta concluir que o “Deus” calvinista é verdadeiramente um monstro, um farsante, um diabólico “programador” que se deleita em estabelecer todas as diretrizes e parâmetros “necessários” para causar cada ação de suas criaturas (por mais hediondas que sejam) para que elas cumpram exatamente aquilo que lhe apraz. E tudo isto, creem alguns, dando-lhes uma falsa sensação de liberdade que, de fato, jamais existiu. E como diria Dave Hunt, enfatizando a presunção elitista de alguns calvinistas, eles têm o orgulho de afirmar: “Ninguém pode entender o calvinismo. Somente a nós [os eleitos] foi dado compreendê-lo!”. Como se algum calvinista pudesse seguramente se colocar entre “os eleitos”!



[i] Deus determinou cada pequeno detalhe do universo, inclusive o pecado?, John Piper, link para o vídeo: https://www.youtube.com/watch?v=P_hK5LXaYpI
[ii] Ibid.
[iii] Ibid.
 
 
[Trecho do próximo livro. Título ainda não será divulgado. Texto não finalizado e não revisado]

terça-feira, 2 de dezembro de 2014

Vai perder a oportunidade de conhecer um pouco sobre o que esnsinam os calvinistas?!


terça-feira, 14 de outubro de 2014

UM ALERTA CONTRA O CALVINISMO!

O Calvinismo em geral prega a responsabilidade do homem, mas não consegue conciliar a ideia com a soberania de Deus.
 
De fato, dentro da teologia Calvinista isso é impossível, visto que o Calvinismo historicamente nega o livre-arbítrio humano, alegando que Deus já predeterminou todas as coisas, inclusive o “erro do digitador”, como diz Dave Hunt em seu livro ‘Que Amor é Esse? – A Falsa Representação Calvinista de Deus’, onde o autor refuta bíblica e racionalmente as alegações desse sistema teológico.
 
É inescapável o fato de que a óbvia implicação disso é que Deus até mesmo predeterminou e, portanto, desejou o próprio pecado, causando inclusive a queda do homem, como honestamente admitem alguns Calvinistas mais fervorosos.
 
Diante de tais dilemas, o Calvinismo costuma alegar ser tudo um “mistério” – oculto nos “secretos conselhos de Deus”, e muitos de seus seguidores não se sentem nem um pouco constrangidos em afirmar que Deus até mesmo já escolheu aqueles a quem iria salvar e aqueles a quem condenaria ao tormento eterno para "louvor de Sua glória", alegando ser este o “claro” ensino bíblico.
 
A igreja precisa urgentemente abrir os olhos para este sistema teológico sectário e antibíblico que ressurgiu com força total nestes últimos tempos promovido por proeminentes líderes evangélicos (em sua maioria reformados) em resposta aos abusos cometidos contra a genuína Mensagem de Cristo pelos deploráveis movimentos carismático e neopentecostal, conquanto seja ele (o Calvinismo) uma afronta ao caráter de Deus.
 
Inúmeros cristãos parecem ainda estar alheios ao fato de que este sistema que perverte o Evangelho vem sorrateiramente se infiltrando no seio da igreja por meio de maciças campanhas em sites, blogs e comunidades "cristãs" fazendo-se passar pela "genuína" mensagem da Cruz, quando de fato, nada mais é do que uma clara distorção das boas novas de salvação para TODO aquele que crê (Romanos 1:6)!
 
Está mais do que na hora, portanto, de muitos cristãos começarem a questionar-se à luz das Escrituras não apenas com respeito às suas próprias experiências espirituais, mas também no que compete a avaliar honestamente tudo aquilo que seus líderes lhes têm apresentado como as "doutrinas da graça" em sua mais "clara e pura" expressão.

Nem tudo é o que parece. E todo cuidado é pouco!

D. S. Castro.

segunda-feira, 13 de outubro de 2014

Quer ganhar um exemplar de "O Dízimo e o Sábado"? Participe!

domingo, 12 de outubro de 2014

O Verdadeiro Deus de Amor Em Busca do Verdadeiro Amor [Trecho do próximo livro]

[...]
 
Com respeito aos esternos propósitos [de Deus]... primeiramente, devemos atentar para o fato de que o Deus da Bíblia não é apenas soberano no que se refere a Seus atributos pessoais e incomunicáveis. Ele também é infinitamente misericordioso, justo, compassivo, longânimo, e o próprio amor. Todos os atributos divinos são perfeitos. Deus é perfeitamente soberano, perfeitamente e infinitamente misericordioso e compassivo, perfeito em longanimidade e justiça, e o perfeito amor em sua mais pura e imaculada forma. Além disso, todos os Seus atributos estão em perfeita harmonia. Não há qualquer dissonância entre eles. Em outras palavras, Deus não é soberano, em detrimento de seu amor, ele não é misericordioso, a despeito de sua justiça e nenhum de seus atributos se sobrepõe aos demais. Deus é um Ser perfeito em sua santa e eterna natureza.
 
Em segundo lugar, mesmo antes da criação de todas as coisas, Deus jamais esteve sozinho em toda a eternidade. Devemos lembrar que nosso Deus é um Deus triuno, isto é, sua natureza compreende três pessoas divinas: O Pai, o Filho (que na eternidade passada era a Palavra, e que há Seu tempo tornou-se o homem Jesus Cristo, possuindo hoje as duas naturezas, a divina e a humana) e o Espírito Santo (Gênesis 1:26; João 1:1; 1 João 5:7-8).
 
Se pararmos um pouco para refletir, veremos que antes da criação do universo (e isto inclui o próprio tempo), desde a eternidade passada, o primeiro atributo eternamente manifesto na Trindade divina foi o amor. Em Lucas 3:22, o Pai diz acerca do Filho: “Tu és o meu Filho amado, em ti me comprazo”. Em João 3:35 e 5:20, somos informados de que o Pai ama o Filho (Leia também João 17:24). E certamente, aquele que glorifica a Cristo, a saber, o Espírito Santo (João 16:13-15) ama e é amado pelo Pai e pelo Filho. Portanto, não há dúvidas de que Deus – mesmo antes da criação dos exércitos celestiais, de cujos detalhes, pela vontade divina, privam-nos as Escrituras – sempre conheceu o amor. E mais do que isto, as três pessoas da Trindade divina expressam o verdadeiro e mais puro amor (sua perfeita essência), cuja natureza é insondável para a limitada mente humana.
 
Contudo, a despeito de nossa limitada compreensão, Deus nos deu uma prova inequívoca de Seu eterno amor ao entregar Seu próprio Filho, que voluntariamente se ofereceu para morrer em nosso lugar (grande é este mistério), garantindo o único meio possível de salvação, segundo Sua perfeita justiça, para todo aquele que crê. E não encontrando uma palavra capaz de expressar a grandeza imensurável deste amor, o apóstolo João (o amado do Senhor), sob a inspiração do Espírito Santo, escreveu a única sentença cabível ao limitado entendimento humano com respeito ao amor de Deus por todo o mundo: “de tal maneira” (João 3:16).
 
Diante do exposto, é possível que tenhamos agora uma visão mais clara acerca dos eternos propósitos de Deus para a Sua criação, o que inclui certamente uma escolha livre por parte de suas criaturas.
 
Desde a eternidade passada, por sua própria e soberana vontade o Deus triuno que é amor, ensejou criar um universo perfeito, onde suas criaturas pudessem experimentar este mesmo sentimento que as três pessoas da Trindade divina nutrem entre si deste toda a eternidade: o perfeito amor. Para isso, seria necessário que Deus criasse um universo moralmente compatível com Seu perfeito caráter revelado por meio de Seus atributos pessoais (amor, bondade, justiça, misericórdia, compaixão, sabedoria, longanimidade, etc.). Assim, a despeito das discussões filosóficas acerca dos universos possíveis, não restam dúvidas de que somente um universo com criaturas moralmente livres e capazes de experimentar livremente um genuíno, perfeito e eterno amor – tal qual o amor manifesto entre Pai, Filho e Espírito Santo – cumpriria com este propósito. De fato, o verdadeiro amor só pode ser experimentado por meio de uma genuína liberdade de escolha. Deus não queria que suas criaturas experimentassem um amor artificial, nelas implantado por Ele de modo arbitrário. Ele poderia fazer assim? Claro que poderia! Mas esta nunca foi Sua intenção. Além disso, Deus também queria ser amado por suas criaturas unicamente por Ser quem Ele é, e este amor deveria ser autêntico e espontâneo, e não “programado”, como a criar alguns para amá-lo e outros para odiá-lo, como ensina o calvinismo, embora tentem negá-lo.
 
Em Sua presciência (algo que não têm sentido algum dentro do sistema calvinista), Deus sabia que seres dotados de uma liberdade moral e capazes de fazer escolhas livres poderiam decidir rejeitá-lo e se rebelar contra Ele. Contudo, como já deixamos claro a algumas páginas atrás, o livre-arbítrio não é a causa efetiva do mal, e sim potencial. Deus sabia que fazendo uso de seu livre-arbítrio, Lúcifer iria se rebelar e levantar-se contra Seu trono. Ele também sabia que a serpente tentaria a mulher e que o homem iria sucumbir ao pecado desobedecendo Sua ordem expressa para que não comesse da árvore do conhecimento do bem e do mal (Gênesis 2:16; 3:2). Deus não foi pego de surpresa, e muito menos resolveu se arriscar criando seres livres sem saber o que, de fato, ocorreria. Não! Deus certamente sabia deste a eternidade passada os rumos que tudo o que houvera criado tomaria, porém, Ele jamais foi a causa necessária de qualquer evento subsequente à concessão de uma vontade livre às suas criaturas. A presciência de Deus é um atributo incomunicável da divindade (assim como sua Soberania), algo que nenhum outro ser por Ele criado possui. Tal atributo permite que Ele conheça antecipadamente cada ação, palavra ou pensamento de suas criaturas sem, contudo, causá-las. Lembre-se que Deus criou o tempo e, por isso, está fora dele. Deus não ocupa um lugar no espaço físico quadridimencional, pelo que Ele jamais esteve sujeito ao tempo. Tal entendimento está perfeitamente de acordo com as Escrituras (1 Reis 8:27; Atos 17:24; João 4:24; 1 Coríntios 15;44; 1 Timóteo 6:16; etc.). Os calvinistas, porém, parecem não conseguir enxergar isso.
 
O fato de Deus estar ciente de tudo o que ocorreria à sua criação, não o impediu de efetivar aquilo que Sua perfeita vontade planejou, desde a eternidade passada, para todos os homens (Mateus 25:34; Efésios 1:4; 1 Pedro 1:20; Apocalipse 13:8; 17:8). É exatamente aqui que encontramos o porquê de Deus haver posto em ação Seu plano criativo. Como afirmamos antes, em outros termos, Deus intentava ter eternamente a Seu lado criaturas que o amassem verdadeira e genuinamente por Ser Ele Aquele que as “amou primeiro” (1 João 4:19). Criaturas que nutram por Ele o mesmo amor que Ele demonstrou por toda a humanidade (João 3:15-16). E nada poderá frustrá-lo em Seus eternos propósitos de reunir eternamente para Si aqueles que verdadeiramente o amam. No final de tudo (na consumação dos séculos), Deus terá diante de Seu trono não somente um exército de anjos que, fazendo uso de sua livre-escolha, decidiram amá-Lo e permanecer fiéis a Ele quando da rebelião de Lúcifer, como também uma incontável multidão de verdadeiros crentes, que por sua livre e espontânea escolha passarão a eternidade louvando e engrandecendo o Seu Santo Nome (Apocalipse 19:5-7; 21:23-27). Ninguém dentre aqueles que por toda a eternidade estarão diante Dele nos céus, estará ali por que Ele o “programou” para amá-Lo. De igual modo, os que passarão a eternidade no inferno, não foram alvos de Sua rejeição arbitrária, mas estarão ali, por que decidiram fazer mal uso do livre-arbítrio que Deus lhes concedeu para rejeitá-Lo e rebelar-se contra Ele.
 
Note, portanto, leitor, que o livre-arbítrio é um dom, isto é, um bem moral que Deus concedeu a todas as suas criaturas dotadas de um senso racional consciente. E uma vez mais repetimos: o livre-arbítrio não é a causa efetiva, isto é, objetiva do mal. Pelo contrário, o livre-arbítrio é um bem dado por Deus a todos os seres morais criados por Ele. No entanto, fazendo mal uso deste maravilhoso presente divino, o qual denota uma legítima liberdade de escolha, algumas de Suas criaturas decidiram confrontá-Lo, arruinando (apenas temporariamente) Sua perfeita criação.
 
Finalizo este tópico, me dirigindo a todos com as seguintes palavras: Deus quer ser amado de modo genuíno e espontâneo por todas as Suas criaturas, e não porque condicionou somente alguns a isto. Um amor autêntico e espontâneo requer uma liberdade incondicional de escolha. Pergunte a si mesmo: Você que é esposo e pai, sente-se realmente obrigado a amar sua mulher e filhos? E você, meu caro irmão calvinista, realmente crê que Deus o “programou” para amar sua família e que Ele realmente “preordenou” que alguns homens e seres por Ele criados cometessem os mais hediondos crimes que depõem contra Sua própria santidade? Sinceramente, não compreendo como a mente e a consciência humana sejam capazes de mostrar traços de misericórdia, justiça, amor, e compaixão mais elevados do que os padrões divinos? Isto seria uma afronta ao caráter do verdadeiro Deus da Bíblia, além de um completo absurdo!
 
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D. S. Castro.

segunda-feira, 6 de outubro de 2014

Divulgação - "O Dízimo e o Sábado" (Chamada para a TV local)


Afinal, o "dízimo" é do Senhor ou do "Pastor"?

Em Malaquias 3:10, o Senhor diz a Israel (e não à Igreja!):
 
“Roubará o homem a Deus? Todavia vós me roubais, e dizeis: Em que te roubamos? Nos dízimos e nas ofertas. Com maldição sois amaldiçoados, porque a mim me roubais, sim, toda esta nação (Israel, e não a Igreja!). Trazei todos os dízimos à casa do tesouro, para que haja mantimento na minha casa”.
 
Muitos “pastores”, julgando-se os legítimos “sucessores” dos sacerdotes levitas, ou como alguns costumam dizer, os “levitas da Nova Aliança”, adoram citar a passagem em apreço para requerer dos crentes o que afirmam “pertencer ao Senhor”, a saber, os dízimos, conquanto eles (os ditos “pastores”) julguem-se os responsáveis por administrá-los, dizem eles, “conforme a necessidade da igreja”. Sim, pois conforme interpretam, em Números 18:24, o Senhor diz: “os dízimos dos filhos de Israel... tenho dado por herança aos levitas”, conquanto a maioria deles evita o restante do verso: “porquanto eu lhes disse: No meio dos filhos de Israel nenhuma herança terão”. Só por curiosidade, façamos uma adaptação desta passagem utilizando os termos próprios da Nova Aliança sob a qual se encontra hoje a igreja, inclusive da parte em geral omitida pela maioria dos ditos “pastores”. Creio que teríamos algo, mais ou menos, como segue: “os dízimos dos crentes em Cristo... tenho dado por herança aos “pastores”, porquanto eu lhes disse: No meio dos crentes nenhuma herança terão.
 
Embora pareça estúpido e até mesmo irônico tal “ajuste” feito em Números 18:24 por este que vos escreve, na prática, porém, de modo convenientemente sutil, é exatamente o que muitos “pastores” e líderes cristãos de hoje estão fazendo parecer. Não estariam de fato eles adaptando as Escrituras àquilo que lhes parece mais propício?
 
Por outro lado, tratando ainda desta esdrúxula, porém, elucidativa adaptação que fiz da passagem em questão, poderíamos nos perguntar: Que herança teriam os demais crentes, a qual é negada aos ditos “pastores” a quem o Senhor supostamente entregou todos os dízimos dos cristãos? Inúmeras passagens falam de modo inequívoco da herança dos crentes em Cristo, conquanto sempre enfatizando tratar-se de uma herança celestial e nunca terrena, como a que foi prometida especificamente a Israel no Antigo Testamento. Em 1 Pedro 1:3-4, por exemplo, nos é dito: “Bendito seja o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo que, segundo a sua grande misericórdia, nos gerou de novo para uma viva esperança, pela ressurreição de Jesus Cristo dentre os mortos, Para uma herança incorruptível, incontaminável, e que não se pode murchar, guardada nos céus para vós”. Seria esta a herança dos crentes à qual seus “pastores” não têm direito por haver Deus supostamente dado a eles a “prerrogativa” de receber os dízimos daqueles? Estou certo de que todo este confuso arrazoado não tem o menor cabimento, embora não duvide que muitos “pastores” já têm recebido seu galardão nesta terra e há muito perderam o “direito” a esta “herança incorruptível, incontaminável, e que não se pode murchar, guardada nos céus para os verdadeiros crentes”. No entanto, o objetivo destas linhas é mostrar que não há fundamento bíblico nenhum para o que muitos “pastores” e até mesmo “teólogos”, muito dos quais, de renome, estão fazendo! Tomar textos do Antigo Testamento em que Deus fala especificamente ao povo israelita para “formular doutrinas” que supostamente se aplicam à igreja, é uma afronta não somente ao claro ensino das Escrituras, mas também à própria ortodoxia dispensacional – que estabelece à luz da Bíblia uma clara distinção entre a nação israelita e a Igreja, com promessas distintas para ambas (terrenas para Israel e celestiais para a Igreja) – e, sobretudo, uma desproposita agressão ao bom senso e à inteligência dos crentes mais esclarecidos.
 
Por isso, queridos irmãos e irmãs dizimistas, embora vocês julguem não ser de “vossa conta” (um ledo engano de sua parte, permita-lhe alertá-lo!), responda a você mesmo esta sincera pergunta: o dízimo que você julga ser um dever ou obrigação de todo o crente e que você tem regularmente entregado no “templo” de sua denominação, “pertence realmente ao Senhor” ou, de fato, “ao seu Pastor”? Seu “pastor” tem realmente administrado de modo justo e adequado o que você tem posto em suas mãos? Lembre-se de que na Antiga Aliança não eram apenas os levitas os beneficiários dos dízimos. Além disso, é interessante notar que não eram apenas os levitas que administravam todos os dízimos dos filhos de Israel, mas em geral o próprio dizimista! (Deuteronômio 14:28-29). Isto nos leva, portanto, a seguinte indagação: Dos pelo menos três “tipos” de dízimos mencionados no Antigo Testamento qual deles deveríamos praticar hoje e com que regularidade? De fato, jamais se poderá chegar a um consenso quanto a isto, o que honestamente deveria nos levar a admitir que não estamos mais debaixo deste preceito!
 
Por um cristianismo autêntico,
 
D. S. Castro.